Beber é algo emocional. Faz com que você saia da rotina do dia-a-dia, impede que tudo seja igual. Arranca você pra fora do seu corpo e de sua mente e joga contra a parede. Eu tenho a impressão de que beber é uma forma de suicídio onde você é permitido voltar à vida e começar tudo de novo no dia seguinte. É como se matar e renascer. Acho que eu já vivi cerca de dez ou quinze mil vidas.

Charles Bukowski.  (via delator)

O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara incolor. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã. Que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. ‘Problemas de moça’ viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do ‘não’ não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está maldita. A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças.

Luís Fernando Veríssimo.   (via strickx)

Mas é na dor que Deus age. E em vez de perguntamos para Deus o por quê de todo esse sofrimento, deveríamos perguntar que propósito tem tudo isso. Deus não dá ponto sem nó, tudo o que Ele faz, planeja e permite tem um propósito, mesmo que você não veja.

Laureane Antunes (via fixar-se)

– Alô?
– Você estava dormindo?
– Sim… Mas pode falar.
– Eu preciso de ajuda…
– Estou indo.
– Mas… Você nem sabe o que é. Deixe-me explicar… É difícil, está doendo tudo aqui.
– Você dói e precisa de ajuda. Eu não preciso de mais explicações. Estou indo.

Camila Costa.  (via soletrou)

9, jan, 2014.

Sabe, na maioria das vezes me sinto estranha porque minhas escolhas e pensamentos são completamente diferentes das pessoas que conheço porém sinto alívio por não ser como a maioria(pelo menos a maioria que conheço), confesso que as vezes me sinto mal por ser quem sou, dá vontade de nascer novamente desta vez fazendo as escolhas certas mas no final de tudo, penso que é como diz a Pitty: “Mesmo que seja estranho, seja você.”

Confissões secretas.  (via e-sporadica)